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    HomeEntretenimentoDocumentário Apolo mostra gestação trans e desafios no SUS

    Documentário Apolo mostra gestação trans e desafios no SUS

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    Quando Lourenzo Duvale descobriu que estava grávido, precisou lidar com o preconceito presente no próprio sistema de saúde. Para garantir atendimento digno, ele e a atriz Isis Broken deixaram Sergipe e se mudaram para São Paulo. A trajetória do casal, da gestação ao nascimento do filho Apolo, é registrada no documentário batizado com o nome do filho, que mostra os desafios das famílias trans no Brasil.

    A produção, premiada este mês no Festival do Rio, revela os desafios de uma família que precisou se deslocar para ser respeitada e acolhida e transformou a mudança em símbolo da luta por visibilidade e direitos.

    O projeto surgiu a partir de desabafos do casal nas redes sociais. O relato viralizou e chamou a atenção da atriz Tainá Müller, que decidiu ajudar. Ela acompanhou a vinda do casal a São Paulo e começou a registrar toda a trajetória da gestação.

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    4 imagensLourenzo DuvaleA produção gannhou como Melhor Filme Documentário no Festival do RioApoloFechar modal.1 de 4

    Tainá Muller e Isis Broken

    Reprodução2 de 4

    Lourenzo Duvale

    3 de 4

    A produção gannhou como Melhor Filme Documentário no Festival do Rio

    Reprodução4 de 4

    Apolo

    Reprodução

    Em entrevista ao Metrópoles, Isis afirmou que revisitar essas lembranças diante das câmeras foi um processo intenso e transformador.  “Poder contar a história da minha família é levar ao público um debate potente sobre a importância dessa pauta. Apesar de todas as dificuldades e desafios, o que nos guiou do início ao fim foi o amor”, diz a atriz, que celebra as duas premiações conquistadas no Festival do Rio: Melhor Longa-Metragem Documentário e Melhor Trilha Sonora Original.

    O filme não se limita à dimensão íntima da história. Ele também escancara as falhas do sistema de saúde e a necessidade de capacitação das equipes para lidar com diferentes identidades de gênero. “Era a vida de um bebê em jogo, e o sistema de saúde precisa estar apto a receber qualquer pessoa gestante com o respeito e cuidado que ela merece”, diz Tainá Müller.

    Tainá conta que o que mais a comoveu na história foi o desamparo vivido por Lourenzo durante a gravidez. “Ver uma pessoa gestante sem conseguir fazer o pré-natal por sua identidade de gênero me indignou. A partir dali, entendi que essa história precisava ser contada com urgência”, explica.

    A atriz também destaca o aprendizado que o processo de filmagem a proporcionou: “Foi um mergulho em um mundo novo. Por mais que eu já tivesse estudado o tema, conviver com as complexidades dessa vivência me abriu novos horizontes de pensamento. No fim, percebi que a experiência da gestação, com seus medos e transformações, nos conecta a todos”.

    Segundo Tainá, o público reagiu ao documentário com emoção e empatia. Ela conta que estava nervosa por se tratar de um tema inédito e sensível, mas ver as pessoas se sentindo tocadas mostrou que valeu a pena.

    Hoje, três anos após o nascimento de Apolo, Isis se emociona ao ver o filho assistindo à própria história. “Foi lindo ver elu se reconhecendo ali, sentindo o amor contido em cada cena. Mesmo tão pequeno, Apolo já entende, de alguma forma, a importância da nossa trajetória. Seguimos na luta por respeito e igualdade, mas com a certeza de que o amor é o que mais importa”, diz.

     

    Willian Carvalho de Menezes
    Willian Carvalho de Menezes
    Jornalista Profissional (0014562/DF) e fotojornalista com 20 anos de experiência na cobertura de fatos que marcaram o Distrito Federal e o Brasil. Atualmente estou à frente do portal Clique DF, onde combino meu olhar jornalístico com a sensibilidade da fotografia para informar com responsabilidade, profundidade e compromisso com a verdade.

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