
Brasília segue liderando o ranking da segurança pública entre as capitais brasileiras. Dados atualizados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o Distrito Federal registrou, entre janeiro e maio deste ano, a menor taxa projetada de homicídios do país: 5,53 mortes por 100 mil habitantes. No período, foram contabilizados 69 homicídios, resultado que mantém a capital federal na primeira colocação nacional também no indicador de crimes letais.
A estatística considera a metodologia adotada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), baseada nas informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Além dos homicídios dolosos, o levantamento reúne feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, oferecendo um retrato mais amplo da violência letal.
Os números revelam ainda um avanço na distribuição territorial da segurança. Atualmente, dez regiões administrativas permanecem há mais de um ano sem registrar homicídios, cenário que alcança cerca de 471 mil moradores — o equivalente a quase 16% da população do Distrito Federal. Entre elas estão Jardim Botânico, Cruzeiro, Guará, Lago Sul, Park Way, Candangolândia, Sudoeste, Varjão, Riacho Fundo e Riacho Fundo II.
Quando a análise considera apenas os primeiros meses de 2026, o resultado é ainda mais expressivo. Catorze regiões administrativas passaram todo o período sem qualquer registro de homicídio. Além das localidades já listadas, entram na relação SIA, Arniqueira, Lago Norte e Paranoá. Juntas, essas regiões concentram aproximadamente 627 mil habitantes, o que representa pouco mais de um quinto da população do DF.
A governadora Celina Leão atribui o desempenho ao conjunto de investimentos realizados na área da segurança pública e à atuação integrada das forças policiais. Segundo ela, o resultado demonstra que a estratégia adotada pelo governo tem contribuído para ampliar a sensação de segurança e preservar vidas.
Entre as iniciativas apontadas pelo Governo do Distrito Federal está o programa DF-360, sistema que integra imagens de câmeras públicas e privadas em uma plataforma única de videomonitoramento. Atualmente, a ferramenta reúne 3.198 equipamentos, dos quais 1.426 pertencem à Secretaria de Segurança Pública e outros 1.772 são provenientes de órgãos públicos e de parceiros privados. As imagens são analisadas em tempo real e compartilhadas com as centrais de monitoramento utilizadas pelas forças de segurança.
Outra medida destacada pelo governo é a restrição do funcionamento das distribuidoras de bebidas entre meia-noite e seis da manhã, em vigor desde março de 2025. A decisão foi adotada após estudos técnicos e passou a integrar a estratégia de enfrentamento à violência letal, combinando ações de fiscalização, policiamento ostensivo e inteligência para reduzir ocorrências durante o período considerado mais crítico.
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