Intimado, o deputado federal Alexandre Ramagem, chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre 2019 e 2021, prestará depoimento em 27 de fevereiro. O interrogatório deverá ser dado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília.
O parlamentar, que está no centro de uma investigação sobre monitoramento ilegal de jornalistas, advogados e rivais do clã Bolsonaro, afirmou que ainda não teve acesso aos autos, sete dias após ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão, na quinta-feira da semana passada (25/1).
Buscas Ramagem. – Policiais federais fizeram buscas no gabinete do parlamentar, na Câmara dos Deputados em Brasília
Policiais federais fizeram buscas no gabinete de Alexandre Ramagem, na Câmara dos Deputados, em Brasília
Breno Esaki/Metrópoles
Foto colorida do Deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) – Metrópoles
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Foto colorida do Deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) – Metrópoles
Foto colorida do Deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) – Metrópoles
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Policiais federais fizeram buscas no gabinete do parlamentar, na Câmara dos Deputados, e no apartamento funcional dele, em Brasília.
Além de Ramagem, que também é delegado da PF, a Operação Vigilância Aproximada investiga outros policiais federais suspeitos de integrar uma organização criminosa que se instalou na Abin com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas, utilizando-se de um software espião chamado FirstMile.
Segundo as investigações, Ramagem teria autorizado os monitoramentos sem lastro técnico que os justificassem.
Encontro no Senado
Nessa quarta-feira (31/1), Ramagem se reuniu com o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A rápida reunião foi realizada depois que Pacheco conversou com líderes da oposição no Senado.
Senadores de oposição externaram a Pacheco a preocupação com a forma como operações da PF têm mirado parlamentares contrários ao governo federal. Também são contra a condução dos inquéritos por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Carlos Jordy (PL-RJ), também foi alvo da PF com mandados de busca e apreensão para apurar envolvimento com atos antidemocráticos.


