A faca de cozinha encontrada ao lado do corpo de Lucas da Silva Resende Monte (foto em destaque), 20 anos, não apresentava qualquer registro de impressões digitais, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
O item foi submetido a exame para verificação da existência de vestígios de impressões digitais. Na ocasião, a PCDF usou uma câmara de fumigação de cianoacrilato.
O equipamento, o único da América Latina, permite ampliar em até quatro vezes a capacidade de coleta de impressões digitais; contudo, os exames não detectaram qualquer uma.
Lucas estava desaparecido desde 10 de fevereiro e foi encontrado sem vida na terça-feira (13/2) com sinais de violência dentro do condomínio Alto da Boa Vista, em Sobradinho.
O corpo dele tinha sinais de facadas e a faca estava ao lado do jovem. Uma perícia anterior realizada pela PCDF indicou que Lucas pode ter sido golpeado e morto no mesmo local em que o corpo foi encontrado: no fundo do quintal da casa do seu amigo.
Toda a residência passou por testes com luminol para localizar possíveis vestígios de sangue, mas não houve identificação de marcas, nem mesmo lavadas.
O caso é investigado pela 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho).
O caso
Segundo o depoimento do colega dele e morador da casa onde o corpo de Lucas foi encontrado, no sábado (10/2), ele, o estudante de educação física, e outras duas pessoas estavam em um bloco de Carnaval no Setor Comercial Sul. De lá, decidiram ir para a casa dele, em Sobradinho.
O grupo teria chegado na residência por volta das 2h da madrugada. O colega contou à polícia que, durante a tarde de sábado, entre 15h e 16h, sentiram falta Lucas e perceberam que os pertences dele ainda estavam na casa.
O dono da casa ainda contou que o grupo chegou a sair para procurar pelo estudante, mas não o encontraram.
Desconforto
O morador do imóvel relatou ainda que soube de “um fato que causou desconforto em Lucas” e que o universitário teria tentado “ficar” com um dos colegas dentro da casa, mas foi rejeitado. Teria sido após a negativa, que Lucas supostamente deixou o local “por uma saída lateral”.
O amigo ainda relatou que houve consumo de droga na residência. Segundo ele, Lucas teria usado LSD e maconha no dia em que desapareceu.



