O líder do Partido Liberal (PL), deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), e o líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), enviaram pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Sóstenes afirmou que a visita, se autorizada, teria “caráter estritamente institucional e humanitário, sendo motivada pela relevância do papel público exercido pelo ex-chefe de Estado e pela atual condição excepcional a que está submetido”.
“O requerente manifesta total disposição em cumprir rigorosamente todas as condições que Vossa Excelência entender pertinentes, inclusive quanto à limitação de tempo, acompanhamento oficial ou quaisquer outras medidas necessárias ao fiel cumprimento das medidas cautelares em vigor”, destacou o parlamentar.
Entre as cautelares impostas por Moraes está a proibição de visitas, salvo de seus advogados regularmente constituídos e com a procuração nos autos, além de outras pessoas autorizadas pelo STF.
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Zucco já havia subido o tom contra a decisão de Moraes após descumprimento de cautelares pelo ex-presidente. O deputado PL afirmou que o “Brasil não é mais uma democracia” e que a decisão do ministro “é uma injustiça”.
Pedidos para visitar Bolsonaro
Até o momento, três pessoas pediram para visitar o ex-presidente em menos de 24 horas após a prisão. Além de Sóstenes e Zucco, o deputado federal Marcelo Moraes (PL-RS) também havia solicitado a Moraes autorização para visitar o ex-presidente. O ministro ainda não respondeu a nenhum dos pedidos.
O que motivou a prisão domiciliar de Bolsonaro foi um vídeo gravado pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e divulgado nas redes sociais. Na postagem, posteriormente apagada, Bolsonaro discursa para o público na manifestação.
Os atos pró-Bolsonaro foram realizadas em várias capitais do país, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O senador ligou para o pai durante o ato em Copacabana, bairro da zona sul carioca. Aos apoiadores Bolsonaro declarou: “Obrigado a todos. É pela nossa liberdade. Pelo nosso Brasil. Sempre estaremos juntos”.
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Bolsonaro acompanha manifestação por chamada de vídeo

Reprodução/ Vídeo
Reprodução/YouTube do Metrópoles
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) é contra o impeachment de Lula neste momento
Reprodução
Deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), líder da oposição na Câmara Federal, durante ato bolsonarista na Paulista
FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua
PF analisa material de celular
Investigadores da Polícia Federal (PF) iniciaram, na noite dessa segunda-feira (4/8), a extração do conteúdo do novo aparelho celular do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alvo de mais uma operação e agora em prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O Metrópoles apurou que o procedimento é conduzido por delegados da Diretoria de Inteligência Policial (DIP), setor responsável por concentrar inquéritos contra integrantes do clã Bolsonaro e aliados próximos.
O aparelho, um Samsung Galaxy S24, foi apreendido com o ex-presidente quando ele chegava à residência dele, no Jardim Botânico, em Brasília (DF).
Conforme revelou o Metrópoles, o material será periciado para verificar se houve coordenação, por parte de Bolsonaro, na publicação feita pelo filho dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sobre os atos ocorridos no fim de semana. A depender do conteúdo, o senador poderá ser enquadrado por tentativa de obstrução de investigação.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas pelo STF. Com a nova ordem judicial, o ex-presidente está proibido de utilizar aparelhos celulares, direta ou indiretamente.
É o segundo aparelho apreendido pela PF em posse de Bolsonaro. O primeiro foi confiscado em 18 de julho, quando também foram impostas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Na operação desta segunda-feira, além da apreensão do novo celular, Moraes determinou a prisão domiciliar do ex-presidente.



