• novembro 13, 2019

Até o PCO reconhece ataque ao Brasil: “Ferem a soberania nacional”

O Partido da Causa Operária (PCO), que é da extrema-esquerda, saiu em defesa do Brasil contra ameaças estrangeiras

Um cenário difícil de imaginar, mas real: o Partido da Causa Operária (PCO), associado à extrema-esquerda política no Brasil, saiu em defesa da Amazônia, mas não contra o governo Bolsonaro e sim contra os países “imperialistas” que usam a narrativa ambientalista para querer minar a soberania nacional.

A posição do PCO sobre a questão amazônica pegou a muitos de surpresa na tarde desta sexta-feira (23), especialmente os aliados do governo Bolsonaro. O partido esquerdista publicou uma mensagem nas suas redes sociais alertando sobre os reais interesses internacionais na Amazônia:

“Com a desculpa de ‘proteger a natureza’, representantes do imperialismo iniciam debates que ferem a soberania nacional do Brasil. A Amazônia é um problema dos brasileiros, nenhum país estrangeiro deve se intrometer no assunto”, disse o partido.

A reação dos internautas foi imediata: “PCO é o partido de esquerda mais de direita que eu conheço”, publicou um seguidor. “Opa! Finalmente um partido de esquerda sendo patriota! Especificamente neste caso, tiro o meu chapéu pra vocês!”, destacou outro.

Na imagem publicada pelo PCO, consta um texto que diz: “Imperialismo quer usar o problema da Amazônia para discutir intervenção no Brasil”. Já no site a “Causa Operária”, veículo de comunicação do partido, a sigla acusa o “imperialismo” de ter posto Bolsonaro no poder, mas finaliza rebatendo os interesses internacionais nas terras brasileiras: “A ‘preocupação’ com o meio ambiente é apenas uma justificativa para favorecer uma possível intervenção do imperialismo no Brasil e nos outros países da América Latina que têm uma parcela da floresta em seus territórios”, diz o texto.

Com a desculpa de “proteger a natureza”, representantes do imperialismo iniciam debates que ferem a soberania nacional do Brasil. A Amazônia é um problema dos brasileiros, nenhum país estrangeiro deve se intrometer no assunto.

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Junior Takamoto

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