A possível antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas não ocorrerá em abril, afirmou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, nessa quarta-feira (2/4). De acordo com ela, se o presidente der o aval, a expectativa é de que essa antecipação ocorra em maio e junho deste ano. A decisão depende da formalização por parte do presidente Lula.
A declaração ocorreu durante a cerimônia de celebração dos 60 anos do Banco Central, em Brasília.
“No mês de abril, é inviável. Nós temos as dificuldades. Todos os últimos anos foram maio e junho. Então, se houver essa decisão agora do presidente [Lula], nós estamos preparados para atendê-lo em relação a isso. De novo, acho que é o presidente que tem que anunciar essa antecipação. O próprio ministro do Trabalho, enfim, do próprio INSS, o ministro da Previdência. Eu deixo para eles esse anúncio, essa possível boa notícia”, afirmou a ministra.
Na última semana o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, havia mencionado que a equipe econômica planejava adiantar o pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas em 2025, seguindo o padrão dos anos recentes.
Historicamente, o pagamento era efetuado no segundo semestre, mas em 2023 ocorreu em maio e junho, e no ano passado, em abril e maio.
As pessoas que têm direito ao abono são aquelas que receberam, em 2025, o auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão da Previdência Social. O número exato de beneficiários ainda não foi divulgado pelo governo.
Em fevereiro, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) efetuou o pagamento de mais de 40 milhões de benefícios, totalizando R$ 82,2 bilhões.
De acordo com o governo federal, aproximadamente 70% dos aposentados e pensionistas – o que corresponde a 28,5 milhões de pessoas -, receberam um salário-mínimo (R$ 1.518). Outros 12,2 milhões de beneficiários receberam valores acima do salário mínimo, sendo que 10,6 mil deles atingiram o teto da Previdência Social.