O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da República Democrática do Congo confirmou, na noite da última segunda-feira (24/3), que o surto da doença mortal misteriosa que atingiu o noroeste do país no início do ano foi causado pela malária.
O surto, que afetou a província de Equateur, resultou em 943 pessoas doentes, com 53 mortes registradas. Os sintomas incluiam febre, fadiga, vômitos e perda de peso.
Inicialmente, autoridades de saúde suspeitaram de malária ou intoxicação alimentar como possíveis causas da doença.
Relembre o surto
- O primeiro surto misterioso teve início entre 10 e 13 de janeiro, com a morte de três crianças em Boloko, supostamente após comerem morcegos. Oito mortes foram registradas nas vilas de Boloko e Danda em seguida.
- Em 9 de fevereiro, um novo surto surgiu em Bomate, com 24 mortes inexplicáveis.
- Até 25 de fevereiro, 53 mortes foram registradas na região, mas a OMS determinou que os surtos são eventos distintos.
- Embora ambos os surtos tenham ocorrido na província de Equateur, as vilas afetadas estão separadas por cerca de 175 km de terreno difícil, incluindo florestas densas e infraestrutura precária.
- Cerca de metade dos casos testaram positivo para malária, o que não é raro em uma área com alta incidência da doença.
Os testes laboratoriais em amostras coletadas agora confirmaram que se tratava de malária, informou o professor Christian Ngandu, do INSP, que também coordena o centro de operações de emergência de saúde pública.
O centro ainda aguarda os resultados de testes de amostras de água, bebidas e alimentos enviados ao exterior, para investigar a possibilidade de intoxicação alimentar como fator adicional.
Este não é o primeiro surto de malária na região. Uma emergência de saúde similar ocorrida em dezembro de 2024, inicialmente de causa desconhecida, também teve o mesmo desfecho após investigações.
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