Home Entretenimento Série com Ísis Valverde expõe a história “oculta” de Maria Bonita

Série com Ísis Valverde expõe a história “oculta” de Maria Bonita

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A nova produção nacional do Disney+, Maria e o Cangaço, estreia nesta quinta-feira (4/4) com a proposta de apresentar uma visão inédita sobre o cangaço. Ao contrário da maioria das produções que destacam Lampião, a série coloca Maria Bonita, interpretada por Ísis Valverde, no centro da narrativa.

Inspirada no livro Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço, de Adriana Negreiros, a série mergulha na história real de Maria Gomes de Oliveira, a primeira mulher a integrar um grupo de cangaceiros por escolha própria.

A direção da série é de Sérgio Machado, Thalita Rubio e Adrian Teijido e conta com um elenco de estrelas que inclui Júlio Andrade, Rômulo Braga, Mohana Uchôa, Thainá Duarte e Chandelly Braz.

Em entrevista ao Metrópoles, Sérgio falou sobre como foi explorar as mulheres do cangaço, frequentemente esquecidas nas narrativas tradicionais.

“A ideia sempre foi focar no ponto de vista feminino. Maria Bonita, Cila, Dadá e Inácia não eram meras coadjuvantes; elas eram estrategistas, lutadoras e protagonistas dessa história”, ressalta Machado.

A maternidade também surge como um dos dilemas centrais da trama. “As mulheres tinham que entregar seus filhos porque um bebê poderia denunciar a localização do bando. Era um sofrimento imenso. Isso traz uma camada emocional muito forte para a narrativa, explorando um tema que raramente é discutido”, ressalta o diretor.

Para Thalita Rubio, a série preenche lacunas da historiografia e do audiovisual brasileiro. “O universo do cangaço já foi contado e recontado algumas vezes. A nossa pergunta era: como contar isso de um jeito novo? Optamos por explorar aquilo que foi ignorado antes”, explica a diretora.

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A série é protagonizada por Ísis Valverde

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A produção foca em mostrar a realidade das mulheres do cangaço

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Júlio Andrade vive Lampião na série

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Maria Bonita

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Maria e Cangaço

Outro destaque da produção é o elenco, amplamente composto por atores nordestinos. Para Sérgio Machado, esse ponto enriqueceu ainda mais a série. “Foram 52 atores nordestinos, e o modo como eles abraçaram a Ísis (Maria Bonita) e o Júlio (Lampião) foi emocionante. Isso contribuiu para um resultado autêntico e poderoso”, afirma o diretor.

Sobre a atuação de Ísis Valverde, os diretores são unânimes nos elogios. “Ela é um furacão, uma das maiores atrizes da sua geração”, afirma Sérgio. Ele conta que, logo no primeiro dia de filmagem, percebeu a entrega da atriz em uma cena de parto intensa.

“Eu pedi para ela se jogar no chão e comer terra. Achei que não faria, mas ela fez sem hesitar. Foi um momento em que percebi o nível de comprometimento dela”, completou.

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