A agente comunitária inglesa Jennifer Garner, de 41 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de intestino em novembro de 2024. Há meses, porém, ela vinha enfrentando um sintoma do tumor, mas ignorava o sinal.
No início do ano passado, ela foi doar sangue e conseguiu fazer a doação, mas a enfermeira que a atendeu alertou para a viscosidade do sangue, o que apontava os níveis muito baixos de ferro no organismo de Jennifer. Ao receber os resultados do exame, ela observou que estava no limite do mínimo aceitável.
Jennifer acreditou, porém, que seus índices baixos eram consequência da dieta vegetariana, que ela segue há uma década e que, por não ter proteínas animais, costuma ser menos rica em ferro.
Deficiência de ferro pode ser sinal do câncer?
Gastroenterologistas apontam, porém, que a falta de ferro pode ser um sinal precoce e preocupante do câncer de intestino. O Colégio de Gastroenterologistas (ACG) dos Estados Unidos passou a recomendar desde outubro do ano passado que os níveis de ferro sejam considerados como sinal do tumor.
Segundo eles, os pacientes com câncer colorretal costumam apresentar anemia – doença provocada pela falta de ferro, que surge como uma consequência da dificuldade de absorção do mineral no corpo.
O diagnóstico de surpresa
No caso de Jennifer, a equipe do centro de doações sugeriu consulta médica para avaliar a necessidade de suplementação. Ao analisar os exames antigos dela, porém, o clínico geral notou que os níveis de ferro estavam baixos desde 2023 e vinham caindo.
Diante dos resultados, o médico suspeitou de uma hemorragia interna e decidiu recomendar uma bateria de exames para Jennifer, incluindo o teste de sangue oculto nas fezes. O exame revelou índices alarmantes e, após uma colonoscopia, foi constatado o câncer.
Cirurgia e metástase do tumor
Quando o diagnóstico foi feito, o tumor colorretal de Jennifer já havia se espalhado por uma grande porção do intestino. Ela foi encaminhada para uma cirurgia às pressas para remover o tumor.
O procedimento, realizado em janeiro de 2025, surpreendeu os especialistas pela agressividade da doença. Apesar de terem removido todos os pólipos na cirurgia, uma tomografia feita duas semanas depois da intervenção já revelou o retorno da doença e também uma metástase.
O exame revelou gânglios linfáticos aumentados atrás do estômago e de difícil operação por sua localização. Jennifer precisou iniciar uma rodada de quimioterapia para reduzir os tumores e tem enfrentado desde então uma série de efeitos colaterais. Ela ainda precisará passar por mais 12 semanas de tratamento para avaliar o progresso da doença.
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