O preço da gasolina e dos ovos de galinha foram os maiores vilões do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação. Em março, os preços de bens e serviços, medidos pelo IPCA-15, subiram 0,64%.
O resultado da prévia da inflação foi puxado pelas altas nos grupos de Alimentação e bebidas (1,09%) e dos Transportes (0,92%). Somados, eles respondem por cerca de 2/3 do índice total.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IPCA-15
- O IPCA-15 difere do IPCA, que mede a inflação oficial do país, na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por essa razão, ele funciona como uma prévia do IPCA.
- O indicador coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Ele abrange: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
- Em fevereiro, o IPCA-15 voltou a acelerar em relação a janeiro (0,11%) e ficou em 1,23% no mês.
Em março, os combustíveis avançaram 1,88%, com destaque para o aumento nos preços da gasolina (1,83%) — subitem de maior impacto no mês, com 0,10 ponto percentual.
Também contribuíram para o resultado do mês: as altas no óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%) e do gás veicular (0,08%).
No grupo de Alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio (ou seja, os produtos comprados nos supermercados) acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. A maior variação foi do ovo de galinha (19,44%).
Subiram os preços: do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%).
A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude do aumento da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). A variação do lanche (0,68%) foi menor do que a do mês anterior (0,77%).