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Águas Claras: muro atinge carro e condomínio manda moradora retirar veículo

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Setenta e um dias após o muro de um condomínio em Águas Claras, no Distrito Federal, cair em cima de carros estacionados dentro do local, durante um temporal, proprietários continuam sem solução do residencial para o prejuízo. Um novo posicionamento da gestão do prédio, inclusive, causou revolta entre as vítimas: o pedido para que os veículos –que sofreram perda total, sejam retirados imediatamente do local.

A queda aconteceu em 12 de janeiro. Na data, águas e destroços invadiram o estacionamento do condomínio, na Rua Carnaúbas, danificaram carros parados e causaram a derrubada do muro.

Moradora e vítima, a gestora pública Gabriela Costa, 28 anos – dona de um dos automóveis atingidos, contou ao Metrópoles que a construtora do residencial teria dito que arcaria com os danos, mas nada foi feito.

“Começou a reconstrução do muro há duas semanas porque vai ter a entrega de uma torre nova, e eles querem deixar tudo muito bem apresentado, né? Só que aí tem o meu carro, que não sai do lugar porque não liga, e ele está estacionado exatamente na frente dessa torre, que eles vão entregar na primeira semana de abril”, começou a proprietária.

Há alguns dias, conforme contou Gabriela, uma ligação da portaria a acordou, pedindo a retirada do veículo: “Disseram que a engenharia da construtora estava ordenando que eu tirasse meu carro de lá. Falei que meu carro não liga, que não sai dali. Inclusive, estou precisando que eles resolvam o meu problema. […] A resposta que recebemos deles [advogados do condomínio e construtora] é: ‘não temos respostas’. E meu carro está parado ali, abandonado”.

Imagem colorida de um carro parado após ser atingido por queda de muro - Metrópoles

Após a exigência do condomínio, Gabriela colocou placas no carro indicando o tempo que o veículo está parado devido a “perda total”. Segundo ela, o residencial, a seguradora do prédio e a construtora não resolvem o problema.

“A seguradora fala que não finalizou o processo porque está faltando documentos da parte do condomínio. A construtora diz que faz reuniões semanais com o síndico, mas ninguém nunca é informado disso. A gente não tem informação de nada. Não chega nenhuma informação na gente. O condomínio jogou [a culpa] para a seguradora, dizendo que está tudo certo e eles não dão prosseguimento no processo. Estamos de mãos atadas”, finalizou.

A gestora registrou um boletim de ocorrência, à época, e agora estuda mover processo judicial contra os envolvidos.

O outro lado

A reportagem procurou o residencial Reserva Parque Clube, que não encaminhou respostas às acusações e se limitou a dizer que “a administração do condomínio está à disposição”.

O Grupo HDI, seguradora do condomínio, disse que o residencial “tem cobertura contratada, com limite máximo de indenização de R$ 150 mil”. “Além disso, a seguradora já realizou a vistoria nos veículos, constatando indenização de perda parcial e reitera que os danos ocasionados estão amparados pela apólice contratada pelo condomínio”, escreveu a empresa.

“O Grupo HDI reforça que já solicitou os documentos necessários para dar seguimento, reiterando esse pedido no dia 28/02 e segue aguardando o retorno”, disse a seguradora.

Em nota, a construtora Direcional disse que “desde o ocorrido, tem reuniões semanais com o síndico do condomínio para acompanhamento da obra de reconstrução do muro, que segue o planejamento apresentado e aprovado pelos condôminos”.

“Reforçamos, que quanto aos veículos, o condomínio é responsável pelo gerenciamento dos processos de ressarcimento por meio do seguro condominial. Todos os veículos que utilizavam as vagas da área afetada foram realocados para o estacionamento do subsolo do condomínio”, declarou a construtora.

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