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    Lojas de cosméticos são alvo da PCDF por sonegação de R$ 18 milhões

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    Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/Decor), em conjunto com a Receita do Distrito Federal, deflagraram na manhã desta terça-feira (21/10) a Operação Makeup, para cumprir 11 mandados de busca e apreensão contra esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.

    A PCDF disse que não irá informar o nome dos investigados. A coluna, porém, apurou que o principal alvo da ação é a Império da Maquiagem (IDM). A reportagem procurou a empresa e aguarda retorno.

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    As ordens judiciais são cumpridas em distribuidoras, escritórios de contabilidade e residências dos investigados, nas cidades de Vicente Pires, Ceilândia, Águas Claras, Sudoeste, Taguatinga e Park Way.

    A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de empresários, contadores e “laranjas” até o limite da dívida tributária, que ultrapassa R$ 18 milhões.

    Veja imagens: 

    3 imagensOutro veículo apreendidoContagem do dinheiroFechar modal.1 de 3

    Carros apreendidos

    Reprodução / PCDF2 de 3

    Outro veículo apreendido

    Reprodução / PCDF3 de 3

    Contagem do dinheiro

    Reprodução / PCDF

    A investigação, iniciada há seis meses, apurou a existência de organização criminosa atuante no setor de cosméticos no DF e no Rio de Janeiro desde 2019. Empresários e contadores estariam envolvidos em esquema de sonegação de ICMS por meio da criação de empresas fictícias.

    O grupo abria empresas em série, vendia produtos como maquiagens e perfumes sem recolher o imposto devido e, ao acumular dívidas, transferia as firmas para “laranjas” e declarava falsamente a mudança de sede para espaços de coworking. Em seguida, abriam novos CNPJs e reiniciavam as atividades com o mesmo modelo fraudulento.

    Mais detalhes:

    • Participam da operação cerca de 60 policiais civis, entre delegados, agentes, escrivães e peritos, além de auditores da Receita.
    • A apuração também identificou que os investigados usaram os lucros ilícitos para adquirir veículos de luxo, imóveis em nome de terceiros e abrir novas filiais, ampliando o esquema.
    • Os investigados podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e falsidade ideológica, com penas que somam até 26 anos de prisão.

     

    Willian Carvalho de Menezes
    Willian Carvalho de Menezes
    Jornalista Profissional (0014562/DF) e fotojornalista com 20 anos de experiência na cobertura de fatos que marcaram o Distrito Federal e o Brasil. Atualmente estou à frente do portal Clique DF, onde combino meu olhar jornalístico com a sensibilidade da fotografia para informar com responsabilidade, profundidade e compromisso com a verdade.

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