O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que a prisão domiciliar decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “fruto da insegurança jurídica”.
Ex-vice-presidente de Bolsonaro, Mourão escreveu nas redes sociais que há insegurança jurídica “semeada por quem deveria zelar por uma Justiça imparcial”.
“Bolsonaro não é ameaça para nada nem foi condenado por nada”, declarou. “Os excessos, as injustiças e o autoritarismo judicial só instigam ainda mais o ódio e a divisão social, contribuindo para a instabilidade do país”, completou o general.
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O que motivou a prisão domiciliar de Bolsonaro foi um vídeo gravado pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e divulgado nas redes sociais. Na postagem, posteriormente apagada, Bolsonaro discursa para o público na manifestação.
Os atos pró-Bolsonaro foram realizadas em várias capitais do país, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O senador ligou para o pai durante o ato em Copacabana, bairro da zona sul carioca. Aos apoiadores Bolsonaro declarou: “Obrigado a todos. É pela nossa liberdade. Pelo nosso Brasil. Sempre estaremos juntos”.
Perícia do aparelho
A Polícia Federal (PF) apreendeu o novo celular de Bolsonaro. O telefone — um Samsung Galaxy S24 — foi confiscado durante operação realizada na residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília (DF).
Fontes da PF detalharam ao Metrópoles que investigadores vão periciar o conteúdo do celular para apurar se houve coordenação, por parte do ex-presidente, na publicação feita pelo filho sobre os atos do fim de semana. Para o ministro Alexandre de Moraes, mesmo a distância, Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas pelo STF.
Bolsonaro não poderá utilizar aparelhos celulares com a nova ordem, seja diretamente, seja por intermédio de terceiros.




